JORNAL O NORTE
João Pessoa, Domingo, 21 de Dezembro de 2008
Acilino Madeira lança novo livro domingo, no Bar do Baiano O escritor e sociólogo Acilino Alberto Madeira Neto lança, no próximo domingo (21), às 10h, no Bar do Baiano, localizado na Rua dos Ypês, 37, Conjunto dos Bancários (por traz do Shopping Sul, ao lado da Igreja Católica), o livro "Monarquia de Seduções". A obra reúne dois ensaios antropológicos - Zé Lins e Gilberto Freyre (similitudes e distinções) e Augusto dos Anjos (antropologia de um poeta que vingou depois), além de uma seleta de poesias musicadas por Kennedy Costa, Xisto Medeiros, Adeildo Vieira, Cristiano Oliveira e Wander Farias, e será apresentada em "jam session" comandada por Kennedy Costa.
"Monarquia das Seduções", na opinião do autor, é uma declaração de amor à Paraíba e, em especial, à cidade de João Pessoa ou à antiga Phelipea de Nossa Senhora das Neves. Acilino explica que a maioria dos poemas incluídos no livro hoje se revela como canções dedicadas à capital da Paraíba, compostas em parceria com Kennedy Costa, a exemplo de "Cabo Branco", "O lado bom da festa", "Abraço de um cafuçu" e "Eu sou feliz é no samba", esta última classifica em terceiro lugar no Festival MPB Sesc de 2006.
"Sedução é palavra das antigas, monarquia também", registra o autor, na contra-capa do livro. E acrescenta: "Então, qual a razão do título 'Monarquia das Seduções'? A resposta o leitor encontrará ao fazer a leitura deste livro onde me deixo seduzir pela cidade de Phelipea de Nossa Senhora das Neves, principalmente quando esta passa a me causar imenso fascínio. Como se ao avistasse, algo me tivesse doído em minha alma e, do Largo de São Pedro, descendo a ladeira, fosse parar no Porto do Capim com a alma encantada ao som da Nau Catarineta."
O livro, seguindo ainda as palavras de Acilino, se presta a dizer sobre a importância da Paraíba na construção do ideal de modernidade que vingou da obra de José Lins do Rego e da antecipação modernizante e original da poética de Augusto dos Anjos. "Não sei se a cidade de João Pessoa já me seduzia ou se já tinha no interior de minha existência a certeza de seduzi-la no afogado das horas", acentua.