quinta-feira, 18 de junho de 2009

VETOR COIMBRA by Antônio Amaral


Um Projeto de Exposição de Imagens de Paisagens Urbanas de Coimbra Recriadas a Partir de Fotografias Utilizando Recursos Tecnológicos da Mídia Eletrônica.

ANTONIO AMARAL realizará exposição de 10 (dez) imagens vetorizadas da cidade de Coimbra.
Local: Galeria do Teatro Acadêmico Gil Vicente
Praça da Republica - Coimbra
Data: 30 de junho a 04 de julho de 2009
Apoio: Associação dos Pesquisadores e Estudantes Brasileiros - APEB/COIMBRA, Centro de Estudos Sociais/Universidade de Coimbra
Patrocinio: Governo do Estado do Piauí - Brasil
Agradecimentos Especiais: Paulo Machado, Rubervan du Nascimento, Wellinton Dias, Thais Silva, Professor Jose Simões e Acilino Madeira.

domingo, 7 de junho de 2009

PARA JACKSON DO PANDEIRO E TONINHO BORBO

PANDEIROS DA BORBOREMA (In: Monarquia de Seduções)

Acilino Madeira

No Veropeso da farra

Terreiros para se brincar

Casa de Mina na Ilha

São Piauí

Boi-bumbá

Na dolência dos benditos

Tambores para se rezar

Benza

Zambi

Menininha

Bahia do Gantois

Pernambuco malungo

Paraíba forrozeira

Pandeiros da Borborema

Zabumba Campina dança.

Zabumba

Campina

Dança

Pandeiros da Borborema

*Musicada Kennedy Costa e Acilino Madeira

COMO É BOM (RE)LEMBRAR AS PARCERIAS

AMOR É VICIO



No jogo de seduzir

Meu coração anda rebuscado

Não repare seu modo avesso

Traz em si

Metade acometida de dor

A outra faz de conta

Que é feliz



No compasso dessa dança

Compreenda melhor

Amor é vício

Sabe de princípio quem prova

Favor não brincar em serviço

O amor excessivo desmedido intrépido

Basta em si



Seduzir é sempre um desafio

Às leis da razão



Cinen de Sousa e Acilino Madeira

sábado, 30 de maio de 2009

Uma poesia para Gilberto Neto

ERRO DE CÁLCULO

Para Gilberto Alberto Madeira Neto



Subtraída
Em vestes e carnes estava
A ex-moça linda do Benim

Somada em ânsias
Por encontros furtivos
Na Plaza Mayor

Multiplicada por batalhas ilusórias
Ébano que não mais se exubera
Cotidiano renitente
Piedade

Una plata en el nombre de la lujuria
Um haxixe em nome de Alá

Vale um branco
Vale um preto
Marroquino
Tempo faz

Dividida entre sonhos perdidos
Mirava as promessas dos cartazes
Sob um sol festivo
Era maio em Madrid



Acilino Madeira
A Tocha, Madrid, 27 de maio/2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

CONCORDA VAQUERIM OU É VIAGEM MINHA?

OBSTÁCULO EM DESATINO
(Para Cineas Santos e Paulo Machado)


Eita meu rio Poty amado
Soube cá do outro lado
Pelas ondas do Joel
Que andas desembestado
Feito jumento sem mãe

Não te cabes mais no leito
Perdeste a calma e o jeito
Põe-se tudo a devorar

Cabeça de Cuia anda apavorado
Com medo de se afogar
Na conversão dos vinténs
Parnaíba desagua de vez em ti
E não tarda

Eras isto o que querias
Na vez de uma veia louca
De artérias entupidas
Correr sem prumo em descida

Quero ver de novo tua floresta de pedras
Milenares, eu quero
Tua vadiagem na Curva São Paulo
Esquecestes de ser os dengos dos manguezais
Das encostas e das Ilhotas já perdidas

Água tua agora sim
Cabelo não há de ter
Deixastes que aterrassem as lagoas
A teu descanso
O Rogério Newton me contou

Ai meu rio Poty amado
Não mais prenuncias o cheiro dos cajus
De Fátima e dos Noivos
És um obstáculo para os shoppings da city
Agora um river out side
E a culpa é tua, só tua…

Acilino Madeira (Portugal, 06 de maio de 2009)

terça-feira, 5 de maio de 2009

UM ARTISTA DO PIAUÍ - ANTONIO DE PADUA AMARAL



Igreja de Santo Antônio dos Olivais-Coimbra



imagem vetorial

é um tipo de imagem gerada a partir de descrições geométricas de formas,

diferente das imagens chamadas mapa de bits, que são geradas a partir de pontos minúsculos

diferenciados por suas cores. Uma imagem vetorial normalmente é composta por curvas,

elipses, polígonos, texto, entre outros elementos, isto é,

utilizam vetores matemáticos para sua descrição.

O efeito estético das imagens vetorizadas depende da técnica do artista

e de sua apuração artística.

No caso de Antônio Amaral o que leva-se em conta é a sua experiência

como artista plástico experimentado,

quadrinhista premiado e designer gráfico com experiência

em Publicidade e Propaganda, no Brasil e no exterior.

domingo, 19 de abril de 2009

NA LEMBRANÇA PURA DO POETA DO MAR DA PARAIBA E DE ALÉM LUGARES

MAR DE LÚCIO LINS
Para Xisto Medeiros e Hildeberto Barbosa

O mar de Lúcio Lins
transpõe o tempo dos perdões

O mar de Lúcio Lins
é vadio como quê
solta as ondas
com o seu vento

e levanta a saia das donzelas
e das carrancudas velhas
mediterrâneas
polinésias
marroquinas
nordestinas
também de Luanda

o mar de Lúcio Lins
não é lúcido
mas é lúdico.

Acilino Madeira (Coimbra-Portugal, 05 de abril de 2009)